domingo, 3 de março de 2013

Piauí importa 70% do pescado por causa da seca

03/03/2013 08h40 - Atualizado em 03/03/2013 15h41

Devido a seca 70% do pescado no Piauí vem de outros estados

A produção do peixe no estado é insuficiente para atender a demanda.
Com a piracema a saída pode ser a compra do produto em criatórios.


A pesca predatória, seca e o número reduzido de piscicultores tornam a produção de pescado no Piauí pequena. Não há peixe de água doce o suficiente para atender a demanda e para suprir a demanda 70% do que é vendido no estado vem de outros estados como Maranhão, Pará e Pernambuco.

A restrição da pesca por conta da piracema também contribui para essa realidade. De acordo com o superintendente do Ibama, Manoel Borges, as fiscalizações estão acontecendo rotineiramente mas mesmo assim muitos ainda descumprem o prazo. “Nesse período do defeso peixe fica mais calmo, tornando fácil a captura. Acontece a pesca predatória onde o peixe precisa subir as cabeceiras d´água para a realização da desova”, disse.

Com a piracema a saída para vendedores de peixe pode ser a compra do produto em criatórios. Para o piscicultor Fernando Lima, a produção do pescado caiu pela metade no estado. “Como no ano passado teve pouca chuva, a gente não consegue uma rentabilidade boa com a produção do peixe. A estiagem na região não nos deixa produzir tanto peixe”, afirmou.

Segundo Evandro Aragão, presidente da Associação dos Piscicultores do Piauí, o número de produtores ainda é pequeno. “Nós estamos passando por um momento difícil, pois não estamos dando conta da demanda e por isso temos que receber peixe de outros estados. No mercado do peixe de Teresina, maior centro de comercialização do pescado, a maior parte é de outros estados.”, relatou Aragão.

Com as dificuldades do mercado piauiense, o preço do peixe aumentou como, por exemplo, o tambaqui que passou de R$ 8,00 para R$ 9,00. Um acréscimo que o consumidor já pode sentir no bolso nesta época do ano. Para o funcionário público Elias Moura, como o consumo do peixe é pouco não será por isso que deixará de comprar. “Já comemos muito pouco o produto, então podemos abrir o bolso mais um pouco pelo menos nesse período”, finalizou.

Fonte: G1 PI