sexta-feira, 17 de maio de 2013

Conheça as fases que a vida quase foi extinta na Terra

Conheça momentos em que a vida quase acabou


1ª fase: 440 milhões de anos

85% das espécies extintas

No período Ordoviciano (entre 440 e 450 milhões de anos atrás), a vida continuava restrita aos oceanos. Entretanto, foi um período de extensiva diversificação e expansão de espécies de organismos, incluindo cefalópodes como lulas e polvos, corais e gastrópodes (lesmas, por exemplo), além de outros animais com nomes bem mais estranhos, como briozoários, crinoides, graptólitos (hoje extintos) e biválvios (ou bivalves, como ostras e mexilhões), que formavam comunidades complexas.

A extinção ocorreu no final do período e é considerada a segunda mais devastadora a afetar comunidades marinhas na história da Terra. Estima-se que 85% das espécies - mais de 100 famílias de invertebrados - teriam desaparecido.

Causas

As evidências apontam para dois pulsos de extinção relacionados a mudanças climáticas globais: o primeiro ligado ao frio, e o segundo, ao calor.

Inicialmente, o clima esfriou demais. Gondwana, um supercontinente formado pelas zonas de terra firme que hoje estão no Hemisfério Sul, viveu uma era glacial, que espalhou-se por todo o globo. E o grande acúmulo de gelo gerou uma drástica diminuição do nível do mar e da temperatura na atmosfera.

Depois desse período, ocorreu justamente o contrário: aquecimento climático e elevação do nível dos mares.

Ameaça moderna

O aquecimento global está de volta e com tudo, que o diga o urso polar, símbolo da luta de ecologistas contra a mudança climática. A espécie é considerada - inclusive pela Justiça americana - como ameaçada de extinção devido à perda de habitat, que nada mais é do que o gelo do Pólo Norte.

Cesar Schultz, geólogo e paleontólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), explica que um novo ciclo de aquecimento intenso, como ocorreu no passado, a ponto de derreter o gelo sobre a Antártica, elevaria o nível do mar em 60 m, aqueceria os oceanos e a atmosfera ainda mais e geraria drásticas mudanças físicas e químicas nos oceanos.

"É impossível avaliar os efeitos destas mudanças sobre os organismos atuais - isto é, quais seriam extintos ou não -, mas certamente o resultado seria catastrófico. Isto foi o que se imagina que ocorreu no final do Ordoviciano - o pulso de extinção ligado ao calor -, quando a Gondwana saiu do pólo e todo o gelo que estava em cima dela derreteu e foi para o oceano."

2ª fase: 350 milhões de anos

O mundo sufoca

A segunda grande extinção da história ocorreu no período Neodevoniano (há cerca de 350 milhões de anos, no final do período Devoniano). Entre os vertebrados, havia uma grande diversificação de tubarões, placodermos (peixes hoje extintos) e peixes ósseos (que possuem esqueleto formado por ossos). Os mares eram dominados por organismos construtores de recifes. No ambiente terrestre, a vida se espalhava com o surgimento dos anfíbios, dos insetos e das primeiras florestas.

Foram identificados, pelo menos, dois eventos de quase-extinção em um intervalo de aproximadamente 10 milhões de anos. Estima-se uma perda de 27% das famílias - de 70 a 80% formada por espécies de organismos marinhos.

Causas

Impactos de meteoros e asteroides foram detectados, mas nenhum coincide com a extinção em massa que teria ocorrido. Acredita-se que mudanças no nível dos mares e anoxia (falta de oxigênio) nos oceanos e na atmosfera levaram à morte dos seres vivos.

Ameaça moderna

Existe a chance de os oceanos sufocarem novamente? Não só existe, como estudos indicam que o aquecimento dos oceanos e sua acidificação estão causando hipóxias (baixos níveis de oxigênio) nos mares. O problema, afirmam os cientistas, é causado pelo próprio homem.

Schultz explica que grandes depósitos de metano (CH4) em algumas partes mais profundas dos oceanos também são uma ameaça. O metano fica preso pela pressão da água e pela baixa temperatura. Contudo, um aquecimento global intenso poderia liberar o gás e, na subida, capturaria oxigênio e faria os mares sufocarem novamente.


Extinção em massa
PS: Este link será redirecionado para o site do portal Terra.



Fonte: Terra