terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Extintas na natureza, Ararinhas Azuis são trazidas para o Brasil

Ararinhas em risco de extinção são trazidas da Alemanha para o Brasil
Data: 26/02/2013 - Portal Globo.com - G1

Ideia é promover a reprodução e reintroduzir espécie no habitat natural.
Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro.

Rafael Sampaio - Do Globo Natureza, em São Paulo


Duas ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) de uma espécie criticamente ameaçada de extinção estão sendo trazidas de avião da Alemanha para o Brasil nesta terça-feira (26), informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo de trazer as aves é fazer com que elas se reproduzam e, com isso, promover o aumento na sua população em cativeiro no Brasil, afirma Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul.

"Nossa ideia é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos”, avalia Camile. O animal, que é nativo do Brasil, não é encontrado na natureza desde 2000 e atualmente só existe em cativeiro.

Há apenas 79 ararinhas-azuis no mundo, a maioria delas mantidas em criadouros fora do país, diz o ICMBio. "Somente quatro ararinhas compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil", explica uma nota da instituição.

Fêmeas

As ararinhas-azuis que estão sendo trazidas ao Brasil são fêmeas e estavam sob cuidados da organização alemã ACTP (sigla em inglês para Associação para a Conservação das Araras Ameaçadas). Elas vão chegar de avião, acondicionadas em caixotes especiais e com todas as precauções necessárias, afirma o ICMBio.

A previsão é que as aves cheguem ao país após as 19h30, para depois serem levadas a um local de quarentena regulamentado pelo Ministério da Agricultura. "Durante a quarentena, as ararinhas permanecerão em observação por um período que pode variar entre duas a seis semanas, dependendo do seu comportamento", diz Camile.

Durante a quarentena, as aves serão submetidas a exames para avaliar suas condições de saúde. "A viagem é estressante, então pode baixar a imunidade [das ararinhas]", ressalta a coordenadora do Plano de Ação Nacional, que é analista do ICMBio. A quarentena é um procedimento padrão nestes casos, diz ela.

Após este período, as ararinhas vão ser enviadas a um criadouro no estado de São Paulo, credenciado pelo governo brasileiro. A ideia é que ali seja feita a reprodução com machos de outras linhagens.

"Temos quatro indivíduos dessa espécie no Brasil que estavam em um zoológico e há quase um ano estão em um criadouro. Há mais um animal em outro criadouro, que é ararinha a mais velha que se tem notícia, com mais de 30 anos", relata Camile.

Das ararinhas em idade de reprodução no Brasil, duas são machos e duas são fêmeas. A quinta tem 34 anos, aproximadamente, e não está em condições de reprodução, afirma Camile.

Primeira experiência

A primeira experiência de reintrodução das ararinhas na natureza, desde que haja condições (com o aumento da população em cativeiro), está prevista para ocorrer até 2017, segundo o ICMBio. A espécie é natural de uma área de caatinga no sertão da Bahia, mas não é vista na região desde 2000.
Caso os esforços de reprodução sejam bem-sucedidos, as ararinhas devem ser reintroduzidas em seu habitat. O projeto é uma parceria entre o governo brasileiro, ONGs e organizações privadas. As instituições vêm trabalhando para preparar o habitat, situado no norte da Bahia, com projetos de recuperação ambiental e educação para as comunidades do entorno.

A história de uma ararinha-azul domesticada, encontrada nos EUA em 2002, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer o filme "Rio", grande sucesso de bilheteria nos cinemas.

Além das duas ararinhas que estão sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves desta espécie -- quatro que estão na Espanha e um macho que está na Alemanha -- devem ser trazidas ao Brasil nos próximos meses, informa a analista do ICMBio.

Ararinha Azul (Cyanopsitta spixii) endêmica do Nordeste brasileiro
Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Comissão de vereadores fazem visita a HUT


25/02/13, 09:37 - Atualizada às 10h33
Vereadores flagram HUT com 30% de atendimento na greve
Diretor do hospital Gilberto Albuquerque diz que os setores de radiologia e administrativo são mais prejudicados.


A comissão de vereadores formada por Cida Santiago (PHS), Celene Fernandes (PT do B), Edvan Silva (PTC), Gilberto Paixão (PT), Carlos Filho (PTB) e Teresa Britto (PV), visitaram o HUT na manhã desta segunda (25). Os parlamentares constataram que a unidade está funcionando com apenas 30% dos servidores.

Os parlamentares se reuniram com o diretor do hospital Gilberto Albuquerque. Ele informou que os setores de radiologia e administrativo são os mais prejudicados pela greve. Segundo ele, no sábado (23), o secretário municipal de saúde denunciou que o número de funcionários durante a paralisação dos servidores é insuficiente e que a lei de greve não está sendo respeitada.

“Na radiologia só havia uma pessoa para atender a todos os pacientes quando deveria ter mais de duas. O Hospital de Urgência não pode funcionar com apenas 30%, já que a demanda é muito oscilante”, declarou. Segundo Gilberto, hoje o HUT tem mais de 300 internados em leitos e macas e um número de 1.560 servidores no total.

O vereador Carlos Filho solicitou ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm) para flexibilizar a escala de trabalho a fim de que o atendimento não seja comprometido. O presidente do sindicato, Sinésio Soares, afirmou que a categoria só vai se posicionar se houver negociação salarial com a prefeitura.

Teresa Britto reclamou da superlotação que, segundo ela, é uma constante. Gilberto Paixão afirma que a comissão tem declarações de que técnicos de enfermagem, que deveriam atender a seis pacientes, estão atendendo a 18.

A vereadora Teresina Brito (PV), presidente da Comissão de Saúde da câmara, disse que os parlamentares estão recebendo denúncias de que pacientes não estão sendo internados nos hospitais dos bairros e tendo que retornar ao HUT.

“A informação que temos é que o HUT encaminha os pacientes para os hospitais e sem estrutura estão voltando para a urgência, no bairro Redenção”, declarou a vereadora.

Segundo Teresa Britto, será verificado qual o percentual dos pacientes que estão tendo de retornar ao HUT por falta da estrutura nos hospitais da capital. “Há situações em que pacientes estão piorando por causa dessa transferência para outras hospitais que não os recebem”, pontua.


Flash de Yala Sena
Fonte: Portal Cidade Verde

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Projeto Tartarugas do Delta solta 4 mil filhotes em 2012

ONG libera 4 mil filhotes de tartarugas no oceano em um ano
Data: 22/02/2013 - Portal Globo.com - G1
Tartarugas foram soltas no litoral do Piauí e do Maranhão.
Previsão para 2013 é superar este número, afirma instituição.

Do Globo Natureza, em São Paulo



Cerca de 4 mil filhotes de tartarugas foram liberados no mar em 2012 no litoral dos estados do Piauí e do Maranhão, segundo um balanço feito pela ONG "Tartarugas do Delta", divulgado nesta quinta-feira (21).

A previsão para 2013 é superar este número, aponta a instituição.

A ONG, que atua no Delta do Parnaíba, prevê que os filhotes da próxima temporada reprodutiva das tartarugas na região nasçam entre 12 e 20 de março. "Só vai ser possível falar em média de nascimentos no meio do ano", disse a instituição, através de sua assessoria.

Desde 2011, a média de soltura por ano aumentou de 2,4 mil para 3,5 mil filhotes na região. Mais de 19 mil bebês-tartaruga foram liberados no litoral do Piauí e do Maranhão desde o início do projeto, há sete anos.

Além de proteger e monitorar as tartarugas marinhas, com o objetivo de acabar com o risco de extinção das espécies que habitam a região, a ONG promove capacitação de professores de escolas no Delta do Parnaíba, para conscientização sobre educação ambiental.


Foto: Divulgação / Projeto Tartarugas do Delta

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Luzes estranhas nos céus de Teresina

No sábado (16) eu resolvi tirar fotos do céu que estava bastante nublado! Era noite e tinha acabado de chover.

Quando fui verificá-las percebi que numa delas apareceu algo estranho: um feixe de luz branca, na posição vertical. Não era um raio, pois a sua espessura era muito larga e praticamente uniforme.

Nesta quinta-feira (21) resolvi novamente tirar fotos do céu nublado. Também foi a noite, porém sem chuva. O objetivo era fotografar raios, já que gosto de vê-los.

Quando fui ver as fotos, nova surpresa: outro feixe de luz, só que agora na posição horizontal e bastante uniforme.

As fotos foram tiradas com um smartphone Samsung SII (Android 4.0).

Feixe de luz, na noite do dia 16 de fevereiro, em Teresina.

Mancha estranha, na noite do dia 21 de fevereiro, em Teresina.

Fotos: Hugo Prado

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meteorito cai na Rússia e deixa cerca de mil feridos

O Globo (Email)
Com agências internacionais
Publicado: 15/02/13 - 8h08 / Atualizado: 15/02/13 - 17h07


MOSCOU - Cerca de mil e 100 pessoas ficaram feridas, entre elas 200 crianças, após a queda de um meteoro na região dos Montes Urais, na Rússia, nesta sexta-feira. Onze estão em estado grave e foram levadas a centros médicos locais, segundo agências internacionais. A rocha, estimada em 10 toneladas, entrou na atmosfera e começou a se desfazer. Parte dela atingiu um lago na pequena cidade de Chebarkul, causando pânico entre moradores de todos os arredores. A onda de choque causada pelo fenômeno destruiu janelas e balançou prédios, enquanto equipes de resgate foram deslocadas para socorrer a população.

Autoridades locais estimam que a onda de choque destruiu cerca de 100 mil metros quadrados de vidraças, afetando 3 mil prédios da região. Parte do telhado de uma fábrica foi destruído. O Ministério do interior disse que 48 pessoas seguem hospitalizadas, feridos em sua maioria por estilhaços de vidro.

De acordo com autoridades, a maior parte dos feridos teve arranhões leves. Outros tiveram que ser atendidos em razão do susto. Não foram relatadas mortes em consequência do meteoro, mas o presidente Vladimir Putin, que nesta sexta-feira recebe ministros da Fazenda dos países do G20, e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev foram notificados sobre o acontecimento

No encontro, Putin criticou o sistema de alerta da Rússia contra meteoros - qualificando-o como “não totalmente eficaz” - e disse que o fenômeno deve interessar ao país “não somente de um ponto de vista astronômico, mas do ponto de vista do sistema de aviso para a população”.

A Academia Russa de Ciências estimou que a rocha pesava cerca de 10 toneladas. Fontes da agência de notícias Russian TV afirmam que o governo russo teria interceptado a rocha, que se desintegrou e caiu em três cidades, mas nada foi confirmado oficialmente até o momento.

Testemunhas contam que avistaram uma bola de fogo no céu, seguida de um flash e luz e o barulho de uma grande explosão. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente.

- Nós vimos um grande flash de luz. Então, saímos para ver o que estava acontecendo e escutamos um som muito alto, como se fosse um trovão - disse Sergey Hametov, morador da região de Chelyabinsk, onde acredita-se que a maior parte do meteoro tenha caído.

Viktor Prokofiev, de 36 anos, morador de Yekaterinburgo, nos Montes Urais, disse que estava indo para o trabalho quando viu o meteoro. Com o clarão, ele sentiu como se tivesse ficado cego.

- Eu estava dirigindo para o trabalho, estava bem escuro, mas de repente veio um clarão como se fosse dia. Me senti como se estivesse ficado cego pela luz - acrescentou.

A região de Chelyabinsk, a cerca de 1.500 quilômetros de Moscou, abriga diversas fábricas, uma usina nuclear e o centro Mayak de armazenamento e tratamento de lixo atômico. A cidade de Chebarkul, alvo da rocha, tem 46 mil habitantes.

Incidentes do tipo são raros. Acredita-se que um meteorito tenha devastado uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados na Sibéria em 1908.


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Meteorito cai na Rússia, em 15/02/2013
Fonte: YouTube

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A problemática do Rio Poti

A problemática do Rio Poti, ao que tange a sua poluição com esgotos in natura e consequentemente o crescimento em excesso dos aguapés (Eichornia crassipes) - e agora das canaranas, não tem mais o que se discutir.

Já se sabe qual é o fator que causa o surgimento em excesso dos aguapés. Sabemos que não adianta a retirada deles (seja mecânica ou manualmente), pois em poucos dias eles voltam a proliferar.

Sabe-se que em 2007 foi feito um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a AGESPISA, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMAM e IBAMA-PI. O termo acordado entre as três instituições previa o aumento da quantidade de esgotos em 52%. Porém, a empresa responsável pelo abastecimento de água e tratamento dos esgotos sanitários do estado não cumpriu o TAC, que era para ser executado até 2010 e a pedidos foi prorrogado até 2012.

Da mesma forma, as outras duas instituições, SEMAM e IBAMA, também não cumpriram o referido termo, que era o de fiscalizar as obras de saneamento básico e os esgotos que jogam os resíduos in natura, de forma ilegal e criminosa, diretamente no Rio Poti, através das galerias pluviais, feitas apenas para coletarem as águas das chuvas.

O que cabe neste momento é o cumprimento de uma lei, que obriga a AGESPISA a aumentar a rede de esgotos sanitários na capital, de 17% para 52%. O TAC não foi cumprido nem em 2010 e nem em 2012.

O que se tem a fazer agora é multar as instituições e gestores que não cumpriram o TAC e portanto são os responsáveis por esse crime ambiental seríssimo que se prolonga todos os anos! Se não for assim, vamos continuar com a mesma problemática, vão ser realizadas várias audiências públicas e tudo vai continuar como está: o Rio Poti agonizando todos os anos (no período mais quente e seco) e esperando por chuvas para que as águas os carreguem sabe-se lá para onde! E ainda ficará o Poti com suas águas poluídas, com peixes contaminados, com os ribeirinhos passando fome ou comendo esses peixes doentes.

Ou então vamos esperar o período chuvoso para que as águas levem os aguapés para outro local. E aí surge outro problema que todos esquecem: os ribeirinhos que ficam a mercê, correndo o risco de suas casas serem alagadas, destruídas e ficarem desabrigados! Tudo faz parte de um ciclo, uma coisa depende de outra.

É ridículo uma capital de estado, como Teresina, que tem cerca de 830 mil habitantes, termos apenas 17% com saneamento básico! É uma falta de respeito não só com o Rio Poti, mas com todos os cidadãos teresinenses!

Rio Poti visto da Ponte Juscelino Kubitschek, em Teresina.

Rio Poti visto da Ponte Estaiada Mestre Isidoro França, em Teresina.

Rio Poti visto da Av. Marechal Castelo Branco, em Teresina.
Texto e fotos: Hugo Prado

domingo, 20 de janeiro de 2013

Cientistas encontram evidências de um antigo lago em Marte

20 de Janeiro de 2013•19h34 • atualizado às 19h58
Cientistas encontram evidências de um antigo lago em Marte


Uma nave espacial norte-americana que orbita Marte encontrou evidências da existência de um antigo lago de cratera alimentado por águas subterrâneas, o que respalda as teorias de que o planeta vermelho pode ter abrigado vida. A informação foi divulgada pena NASA neste domingo. Informações obtidas pelo espectrômetro Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram vestígios de carbonato e minerais de argila, geralmente formados na presença de água, na parte inferior da cratera McLaughlin, a 2,2 quilômetros de profundidade.

"Estas novas observações sugerem a formação de carbonatos e argila em um lago alimentado por águas subterrâneas na bacia fechada da cratera", informou a NASA sobre as descobertas, publicadas na edição online da revista Nature Geoscience.

"Algumas pesquisas propõem que o interior da cratera captura na água", disse a agência espacial norte-americana e acrescentou que "na zona subterrânea poderia ter havido ambientes úmidos e potenciais hábitat". "A cratera carece de canais de grande afluência, por isso, o lago era provavelmente alimentado por águas subterrâneas", disseram os cientistas.

Fonte: Portal Terra