segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Comissão de vereadores fazem visita a HUT


25/02/13, 09:37 - Atualizada às 10h33
Vereadores flagram HUT com 30% de atendimento na greve
Diretor do hospital Gilberto Albuquerque diz que os setores de radiologia e administrativo são mais prejudicados.


A comissão de vereadores formada por Cida Santiago (PHS), Celene Fernandes (PT do B), Edvan Silva (PTC), Gilberto Paixão (PT), Carlos Filho (PTB) e Teresa Britto (PV), visitaram o HUT na manhã desta segunda (25). Os parlamentares constataram que a unidade está funcionando com apenas 30% dos servidores.

Os parlamentares se reuniram com o diretor do hospital Gilberto Albuquerque. Ele informou que os setores de radiologia e administrativo são os mais prejudicados pela greve. Segundo ele, no sábado (23), o secretário municipal de saúde denunciou que o número de funcionários durante a paralisação dos servidores é insuficiente e que a lei de greve não está sendo respeitada.

“Na radiologia só havia uma pessoa para atender a todos os pacientes quando deveria ter mais de duas. O Hospital de Urgência não pode funcionar com apenas 30%, já que a demanda é muito oscilante”, declarou. Segundo Gilberto, hoje o HUT tem mais de 300 internados em leitos e macas e um número de 1.560 servidores no total.

O vereador Carlos Filho solicitou ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm) para flexibilizar a escala de trabalho a fim de que o atendimento não seja comprometido. O presidente do sindicato, Sinésio Soares, afirmou que a categoria só vai se posicionar se houver negociação salarial com a prefeitura.

Teresa Britto reclamou da superlotação que, segundo ela, é uma constante. Gilberto Paixão afirma que a comissão tem declarações de que técnicos de enfermagem, que deveriam atender a seis pacientes, estão atendendo a 18.

A vereadora Teresina Brito (PV), presidente da Comissão de Saúde da câmara, disse que os parlamentares estão recebendo denúncias de que pacientes não estão sendo internados nos hospitais dos bairros e tendo que retornar ao HUT.

“A informação que temos é que o HUT encaminha os pacientes para os hospitais e sem estrutura estão voltando para a urgência, no bairro Redenção”, declarou a vereadora.

Segundo Teresa Britto, será verificado qual o percentual dos pacientes que estão tendo de retornar ao HUT por falta da estrutura nos hospitais da capital. “Há situações em que pacientes estão piorando por causa dessa transferência para outras hospitais que não os recebem”, pontua.


Flash de Yala Sena
Fonte: Portal Cidade Verde

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Projeto Tartarugas do Delta solta 4 mil filhotes em 2012

ONG libera 4 mil filhotes de tartarugas no oceano em um ano
Data: 22/02/2013 - Portal Globo.com - G1
Tartarugas foram soltas no litoral do Piauí e do Maranhão.
Previsão para 2013 é superar este número, afirma instituição.

Do Globo Natureza, em São Paulo



Cerca de 4 mil filhotes de tartarugas foram liberados no mar em 2012 no litoral dos estados do Piauí e do Maranhão, segundo um balanço feito pela ONG "Tartarugas do Delta", divulgado nesta quinta-feira (21).

A previsão para 2013 é superar este número, aponta a instituição.

A ONG, que atua no Delta do Parnaíba, prevê que os filhotes da próxima temporada reprodutiva das tartarugas na região nasçam entre 12 e 20 de março. "Só vai ser possível falar em média de nascimentos no meio do ano", disse a instituição, através de sua assessoria.

Desde 2011, a média de soltura por ano aumentou de 2,4 mil para 3,5 mil filhotes na região. Mais de 19 mil bebês-tartaruga foram liberados no litoral do Piauí e do Maranhão desde o início do projeto, há sete anos.

Além de proteger e monitorar as tartarugas marinhas, com o objetivo de acabar com o risco de extinção das espécies que habitam a região, a ONG promove capacitação de professores de escolas no Delta do Parnaíba, para conscientização sobre educação ambiental.


Foto: Divulgação / Projeto Tartarugas do Delta

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Luzes estranhas nos céus de Teresina

No sábado (16) eu resolvi tirar fotos do céu que estava bastante nublado! Era noite e tinha acabado de chover.

Quando fui verificá-las percebi que numa delas apareceu algo estranho: um feixe de luz branca, na posição vertical. Não era um raio, pois a sua espessura era muito larga e praticamente uniforme.

Nesta quinta-feira (21) resolvi novamente tirar fotos do céu nublado. Também foi a noite, porém sem chuva. O objetivo era fotografar raios, já que gosto de vê-los.

Quando fui ver as fotos, nova surpresa: outro feixe de luz, só que agora na posição horizontal e bastante uniforme.

As fotos foram tiradas com um smartphone Samsung SII (Android 4.0).

Feixe de luz, na noite do dia 16 de fevereiro, em Teresina.

Mancha estranha, na noite do dia 21 de fevereiro, em Teresina.

Fotos: Hugo Prado

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meteorito cai na Rússia e deixa cerca de mil feridos

O Globo (Email)
Com agências internacionais
Publicado: 15/02/13 - 8h08 / Atualizado: 15/02/13 - 17h07


MOSCOU - Cerca de mil e 100 pessoas ficaram feridas, entre elas 200 crianças, após a queda de um meteoro na região dos Montes Urais, na Rússia, nesta sexta-feira. Onze estão em estado grave e foram levadas a centros médicos locais, segundo agências internacionais. A rocha, estimada em 10 toneladas, entrou na atmosfera e começou a se desfazer. Parte dela atingiu um lago na pequena cidade de Chebarkul, causando pânico entre moradores de todos os arredores. A onda de choque causada pelo fenômeno destruiu janelas e balançou prédios, enquanto equipes de resgate foram deslocadas para socorrer a população.

Autoridades locais estimam que a onda de choque destruiu cerca de 100 mil metros quadrados de vidraças, afetando 3 mil prédios da região. Parte do telhado de uma fábrica foi destruído. O Ministério do interior disse que 48 pessoas seguem hospitalizadas, feridos em sua maioria por estilhaços de vidro.

De acordo com autoridades, a maior parte dos feridos teve arranhões leves. Outros tiveram que ser atendidos em razão do susto. Não foram relatadas mortes em consequência do meteoro, mas o presidente Vladimir Putin, que nesta sexta-feira recebe ministros da Fazenda dos países do G20, e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev foram notificados sobre o acontecimento

No encontro, Putin criticou o sistema de alerta da Rússia contra meteoros - qualificando-o como “não totalmente eficaz” - e disse que o fenômeno deve interessar ao país “não somente de um ponto de vista astronômico, mas do ponto de vista do sistema de aviso para a população”.

A Academia Russa de Ciências estimou que a rocha pesava cerca de 10 toneladas. Fontes da agência de notícias Russian TV afirmam que o governo russo teria interceptado a rocha, que se desintegrou e caiu em três cidades, mas nada foi confirmado oficialmente até o momento.

Testemunhas contam que avistaram uma bola de fogo no céu, seguida de um flash e luz e o barulho de uma grande explosão. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente.

- Nós vimos um grande flash de luz. Então, saímos para ver o que estava acontecendo e escutamos um som muito alto, como se fosse um trovão - disse Sergey Hametov, morador da região de Chelyabinsk, onde acredita-se que a maior parte do meteoro tenha caído.

Viktor Prokofiev, de 36 anos, morador de Yekaterinburgo, nos Montes Urais, disse que estava indo para o trabalho quando viu o meteoro. Com o clarão, ele sentiu como se tivesse ficado cego.

- Eu estava dirigindo para o trabalho, estava bem escuro, mas de repente veio um clarão como se fosse dia. Me senti como se estivesse ficado cego pela luz - acrescentou.

A região de Chelyabinsk, a cerca de 1.500 quilômetros de Moscou, abriga diversas fábricas, uma usina nuclear e o centro Mayak de armazenamento e tratamento de lixo atômico. A cidade de Chebarkul, alvo da rocha, tem 46 mil habitantes.

Incidentes do tipo são raros. Acredita-se que um meteorito tenha devastado uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados na Sibéria em 1908.


© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.


Meteorito cai na Rússia, em 15/02/2013
Fonte: YouTube

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A problemática do Rio Poti

A problemática do Rio Poti, ao que tange a sua poluição com esgotos in natura e consequentemente o crescimento em excesso dos aguapés (Eichornia crassipes) - e agora das canaranas, não tem mais o que se discutir.

Já se sabe qual é o fator que causa o surgimento em excesso dos aguapés. Sabemos que não adianta a retirada deles (seja mecânica ou manualmente), pois em poucos dias eles voltam a proliferar.

Sabe-se que em 2007 foi feito um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a AGESPISA, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMAM e IBAMA-PI. O termo acordado entre as três instituições previa o aumento da quantidade de esgotos em 52%. Porém, a empresa responsável pelo abastecimento de água e tratamento dos esgotos sanitários do estado não cumpriu o TAC, que era para ser executado até 2010 e a pedidos foi prorrogado até 2012.

Da mesma forma, as outras duas instituições, SEMAM e IBAMA, também não cumpriram o referido termo, que era o de fiscalizar as obras de saneamento básico e os esgotos que jogam os resíduos in natura, de forma ilegal e criminosa, diretamente no Rio Poti, através das galerias pluviais, feitas apenas para coletarem as águas das chuvas.

O que cabe neste momento é o cumprimento de uma lei, que obriga a AGESPISA a aumentar a rede de esgotos sanitários na capital, de 17% para 52%. O TAC não foi cumprido nem em 2010 e nem em 2012.

O que se tem a fazer agora é multar as instituições e gestores que não cumpriram o TAC e portanto são os responsáveis por esse crime ambiental seríssimo que se prolonga todos os anos! Se não for assim, vamos continuar com a mesma problemática, vão ser realizadas várias audiências públicas e tudo vai continuar como está: o Rio Poti agonizando todos os anos (no período mais quente e seco) e esperando por chuvas para que as águas os carreguem sabe-se lá para onde! E ainda ficará o Poti com suas águas poluídas, com peixes contaminados, com os ribeirinhos passando fome ou comendo esses peixes doentes.

Ou então vamos esperar o período chuvoso para que as águas levem os aguapés para outro local. E aí surge outro problema que todos esquecem: os ribeirinhos que ficam a mercê, correndo o risco de suas casas serem alagadas, destruídas e ficarem desabrigados! Tudo faz parte de um ciclo, uma coisa depende de outra.

É ridículo uma capital de estado, como Teresina, que tem cerca de 830 mil habitantes, termos apenas 17% com saneamento básico! É uma falta de respeito não só com o Rio Poti, mas com todos os cidadãos teresinenses!

Rio Poti visto da Ponte Juscelino Kubitschek, em Teresina.

Rio Poti visto da Ponte Estaiada Mestre Isidoro França, em Teresina.

Rio Poti visto da Av. Marechal Castelo Branco, em Teresina.
Texto e fotos: Hugo Prado

domingo, 20 de janeiro de 2013

Cientistas encontram evidências de um antigo lago em Marte

20 de Janeiro de 2013•19h34 • atualizado às 19h58
Cientistas encontram evidências de um antigo lago em Marte


Uma nave espacial norte-americana que orbita Marte encontrou evidências da existência de um antigo lago de cratera alimentado por águas subterrâneas, o que respalda as teorias de que o planeta vermelho pode ter abrigado vida. A informação foi divulgada pena NASA neste domingo. Informações obtidas pelo espectrômetro Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram vestígios de carbonato e minerais de argila, geralmente formados na presença de água, na parte inferior da cratera McLaughlin, a 2,2 quilômetros de profundidade.

"Estas novas observações sugerem a formação de carbonatos e argila em um lago alimentado por águas subterrâneas na bacia fechada da cratera", informou a NASA sobre as descobertas, publicadas na edição online da revista Nature Geoscience.

"Algumas pesquisas propõem que o interior da cratera captura na água", disse a agência espacial norte-americana e acrescentou que "na zona subterrânea poderia ter havido ambientes úmidos e potenciais hábitat". "A cratera carece de canais de grande afluência, por isso, o lago era provavelmente alimentado por águas subterrâneas", disseram os cientistas.

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 17 de julho de 2012

Neurocientista e pesquisadores admitem a existência da consciência em animais

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low
Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas
17/07/2012 21:32

São Paulo - O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente.

Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Veja.com - Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?

Philip Low - Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Veja.com - Quais animais têm consciência?

P. L. -Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

Veja.com - É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?

P. L. - Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Veja.com - Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? 

P. L. - Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Veja.com - Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?

P. L. - Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Veja.com - Qual é a ambição do manifesto?

P. L. - Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

Veja.com - As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? 

P. L.  - Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

Veja.com - O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?

P. L. - Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são
análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas

Fonte: Veja e EXAME